O Rio de Janeiro está cheio de lugares que parecem secretos.
E o The Maze é um deles.

Escondido dentro da comunidade Tavares Bastos, no Catete, esse espaço mistura arte, música, mosaicos, mirante e labirintos em um cenário que parece saído de um filme. E talvez não seja coincidência.

O que é o The Maze?

O nome já entrega bastante: “The Maze” significa “O Labirinto” em inglês. E quando você entra lá, entende imediatamente o motivo.

O espaço é formado por corredores, escadas, passagens estreitas, terraços, portas coloridas e paredes cobertas por mosaicos feitos por pessoas do mundo inteiro. Cada curva leva para um ambiente diferente, uma vista nova ou algum detalhe escondido.

É praticamente impossível visitar sem parar a cada um minuto para olhar alguma coisa.

A história do The Maze Rio

O The Maze começou a ser construído em 1981 pelo artista britânico Bob Nadkarni, que se apaixonou pelo Rio de Janeiro depois de viajar o mundo inteiro.

Antes disso, Bob já tinha trabalhado em grandes produções do cinema, incluindo “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, ajudando na construção dos cenários do filme.

Ao chegar à comunidade Tavares Bastos, ele decidiu transformar sua casa em uma grande obra de arte viva. O projeto ganhou forma com a ajuda do arquiteto Sérgio Bernardes, um dos nomes mais importantes da arquitetura brasileira.

Desde então, o espaço nunca parou de mudar. Até hoje novas artes, mosaicos e ambientes continuam sendo adicionados.

Os mosaicos são o grande charme do lugar

Uma das coisas mais impressionantes do The Maze é perceber que o lugar foi construído coletivamente.

Muitos dos mosaicos espalhados pelas paredes foram feitos por hóspedes, artistas, viajantes e visitantes de diferentes partes do mundo. Tem peças criadas por famílias, crianças, estrangeiros e pessoas que nunca tinham trabalhado com arte antes.

Cada um deixou um pedacinho da própria história ali. E isso faz o The Maze parecer vivo.

Em vários momentos eu tive a sensação de estar dentro de uma mistura de galeria de arte, casa antiga e mirante secreto.

A vista do The Maze é surreal

Se o interior já impressiona, o terraço consegue elevar ainda mais a experiência.

Lá de cima, você tem uma das vistas mais bonitas da Baía de Guanabara, com o Pão de Açúcar dominando o cenário. Tudo isso cercado pelos mosaicos coloridos que ficaram famosos nas fotos do lugar.

É o tipo de vista que faz qualquer pessoa parar por alguns minutos só observando o Rio lá embaixo.

Como chegar ao The Maze

O The Maze fica na comunidade Tavares Bastos, no Catete. Apesar de muita gente ainda ter receio por estar dentro de uma comunidade, a região é considerada tranquila e o acesso costuma ser bem simples.

📍 Endereço: Rua Tavares Bastos, 414 – Casa 66

A forma mais prática é subir de kombi até o alto da Rua Tavares Bastos. Depois disso, ainda existe uma caminhada curta de cerca de cinco minutos por uma viela sinalizada até a entrada do espaço.

O ponto inicial da Kombi fica na própria Rua Tavares Bastos e custa R$5 a subida. Você vai descer no ponto final e virar a direita (pergunte ao motorista) e dali somente seguir reto.

Quanto custa visitar o The Maze?

A entrada custa R$20 e aceita todas as formas de pagamento.

Em alguns horários também acontece uma visita guiada, onde explicam a história do Bob Nadkarni, a construção do espaço e os significados por trás de vários mosaicos espalhados pelo labirinto.

Depois, você fica livre pra explorar o local no seu ritmo e tirar fotos sem limite de tempo.

Vale a pena conhecer o The Maze?

Muito.

O The Maze é um daqueles lugares que lembram que o Rio de Janeiro vai muito além das praias famosas. Um espaço caótico, artístico, criativo e completamente fora do óbvio.

Não é só um mirante bonito.
É uma experiência inteira.


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Daniel Mohamed é creator do @PartiuRota

Influenciador de viagens com foco no Rio de Janeiro. Conheça mais:
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