A trilha do Cristo Redentor era uma daquelas promessas antigas que eu sempre deixava pra depois. Sabe aquele passeio que você mora no Rio inteiro ouvindo falar, salva vídeo, manda pra alguém e fala “qualquer dia eu faço”? Então. Esse dia finalmente chegou.
Saí do Parque Lage, no Jardim Botânico, ainda tentando entender se eu estava motivado ou só iludido mesmo. Porque uma coisa é olhar a trilha pronta no vídeo de alguém. Outra completamente diferente é olhar pra montanha e lembrar que o Cristo fica lá em cima.
E fica MUITO lá em cima.
Onde começa a trilha do Cristo Redentor?
A trilha começa dentro do famoso Parque Lage, um dos lugares mais bonitos do Rio de Janeiro.
Ao entrar no parque, peça orientação para achar o início da trilha. Antes de você subir, é preciso se identificar, deixando nome, contato, contato de emergência e se pretende descer por esta mesma trilha.
Anota aí o endereço do Parque Lage:
📍 Rua Jardim Botânico, 414
O parque funciona diariamente das 8h às 18h, mas a última entrada para a trilha acontece às 15h. E sinceramente? Quanto mais cedo você começar, melhor. Além do calor, a subida exige bastante fôlego.
Como chegar no Parque Lage
Chegar é relativamente simples, principalmente para quem já está pela Zona Sul.
Diversas linhas de ônibus passam pela região do Jardim Botânico, e quem vai de metrô normalmente faz integração saindo de Botafogo em direção à Gávea.
🚌 Como chegar de Ônibus:
158, 161, 170, 172, 173, 176, 178, 186, 309, 316, 317, 409, 410, 416, 438, 571, 573 e 583
🚇 Como Chegar de Metrô:
Estação Botafogo + ônibus integração para Gávea
Como é a trilha até o Cristo?
A trilha do Cristo não é técnica. Não tem escalada, corda ou nada do tipo. Mas isso não significa que seja leve.
A subida é longa, constante e cansativa. Em vários momentos eu achei que estava chegando perto… e claramente não estava.
Levei cerca de 1h30 pra subir, mas parando bastante para respirar, beber água e gravar. Dependendo do ritmo, muita gente leva entre duas e três horas tranquilamente.
A boa notícia é que grande parte do caminho acontece dentro da Floresta da Tijuca, então a mata ajuda bastante a aliviar o calor. Em compensação, quando você chega perto do topo, o sol começa a aparecer com força. Protetor solar e água deixam de ser dica e viram obrigação.
O trecho novo da trilha
Uma das partes mais legais da subida hoje é o novo trecho inaugurado em dezembro de 2024, que leva até o Mirante Cartão Postal.
E sinceramente? Esse ponto sozinho já faria a trilha valer a pena.
A vista abre completamente e, se você tiver um pouco de paciência, consegue ver o trem do Corcovado passando no meio da mata. É um daqueles momentos em que todo mundo para automaticamente pra olhar.
Ali eu tive aquela sensação clássica do Rio de Janeiro: parece impossível uma cidade conseguir misturar mata fechada, montanha, trem histórico e uma das vistas mais famosas do mundo tudo no mesmo lugar.
A parte mais confusa da chegada ao Cristo
Quando a trilha termina, você ainda não está exatamente dentro da área do monumento. Existe uma escadaria antes da área das vans onde já dá para comprar o ingresso de acesso ao Cristo Redentor.
E aqui vai uma informação que eu gostaria de ter sabido antes: tenta resolver isso direto nessa escadaria.
Eu fui até a área das vans buscar informação e acabei sendo muito mal atendido pelos seguranças. Então, pra evitar dor de cabeça, já compra o ingresso logo ali na saída da trilha mesmo.
Não é obrigatória ir ao Cristo Redentor, por tanto, o pagamento do ingresso é opcional, caso deste ponto, você opte em retornar.
Quanto custa fazer a trilha do Cristo Redentor?
A trilha é gratuita. O que é pago é o acesso à área do monumento no final da subida. Atualmente os valores são:
Inteira: R$60
Meia: R$33
Depois disso, você fica livre para visitar o Cristo normalmente.
Dá para descer caminhando?
Sim. Você pode voltar pela mesma trilha ou optar por descer de trem ou van. E honestamente? Depois da subida, muita gente reconsidera a ideia de fazer o caminho de volta andando.
Vale a pena fazer a trilha do Cristo Redentor?
Vale muito. Mas acho importante falar a verdade: não é aquele passeio “leve” que às vezes parece nos vídeos de internet. A subida cansa, exige preparo mínimo e em alguns momentos parece não acabar nunca.







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