Stoos

Roteiro completo de 3 dias na Suíça: transporte, custos, atrações e dicas de viagem

Em apenas três dias, percorri algumas das paisagens mais famosas da Suíça utilizando exclusivamente o transporte público. Neste roteiro, vou mostrar como visitar cidades como Lucerna, Berna, Lauterbrunnen, Mürren, Interlaken, Grindelwald, Stans e Stoos, explicar como funciona o Swiss Travel Pass, apresentar os principais passeios, teleféricos e funiculares, além de compartilhar custos, dicas práticas e um passo a passo completo para reproduzir essa viagem.

Nesse artigo você vai encontrar:

  1. Sobre o Swiss Travel Pass
  2. Onde ficar hospedado na Suiça
  3. Aplicativos para locomoção
  4. Primeiro dia: Stans, Stoos, Lucerna
  5. Segundo dia: Lauterbrunnen, Mürren e Interlaken
  6. Terceiro dia: Grindelwald, First, Blausee e Berna
  7. Onde comer barato na Suíça
  8. Seguro Viagem na Suíça
  9. Internet na Suíça
  10. Como levar dinheiro para Suíça

A Suíça era um daqueles destinos que eu imaginava conhecer desde criança. Sempre pensei no país coberto de neve, com paisagens de inverno e montanhas completamente brancas. Só que, nos últimos anos, o verão suíço começou a ganhar cada vez mais destaque e surgiu a oportunidade perfeita para conhecer o país justamente no início do verão de 2026.

Meu roteiro completo teve sete dias. Os quatro primeiros foram em Genebra, durante um trabalho com o turismo da cidade. Depois disso, aproveitei para estender a viagem por mais três dias explorando outras regiões da Suíça. É justamente essa segunda parte que vou mostrar neste artigo.

Definitivamente, a Suíça me encantou. Trens pontuais, montanhas ainda cobertas de neve, lagos com tons de azul impressionantes e pequenas vilas espalhadas pelos Alpes. Mas, quando comecei a montar o roteiro, percebi que a maior dificuldade não era escolher o que visitar. Era entender como conectar tantas atrações utilizando o excelente sistema ferroviário suíço sem perder tempo ou gastar dinheiro desnecessariamente.

Durante esses três dias, escolhi ficar hospedado apenas em Berna e fazer todos os passeios em bate-volta utilizando o Swiss Travel Pass. Em vez de trocar de hotel diariamente, preferi concentrar a hospedagem em uma única cidade. Os deslocamentos ficaram um pouco mais longos, mas economizei bastante com hospedagem e ainda evitei perder tempo fazendo check-in e check-out todos os dias.

Neste artigo vou mostrar exatamente como foi o meu roteiro, explicar como chegar a cada destino, quanto custa cada passeio, como funciona o transporte e compartilhar diversas dicas que só descobri fazendo essa viagem na prática.

🚊 Vale a pena comprar o Swiss Travel Pass?

Antes de falar sobre o roteiro, preciso comentar sobre um dos itens mais importantes da viagem: o Swiss Travel Pass.

Ele permite viagens ilimitadas na maior parte da rede de transporte público da Suíça durante um número determinado de dias consecutivos ou flexíveis, dependendo da modalidade escolhida.

O passe inclui praticamente todos os trens nacionais, ônibus, barcos que navegam pelos lagos suíços e diversos teleféricos e funiculares. Além disso, oferece entrada gratuita em mais de 500 museus e descontos em várias atrações de montanha.

No meu caso, ele fez bastante sentido porque todos os dias envolviam vários deslocamentos entre cidades.

Outro ponto positivo é a praticidade. Durante toda a viagem não precisei comprar passagens de trem. Bastava apresentar o QR Code do Swiss Travel Pass sempre que algum fiscal solicitava.

Uma dica importante: viaje sempre com o QR Code do passe e um documento oficial com foto. No meu caso utilizei o passaporte durante toda a viagem.

Como Comprar seu Swiss Travel Pass:

O Swiss Travel Pass é um passe completo que inclui

  • viagens ilimitadas de trem, ônibus e barco;
  • viagens ilimitadas nos trens panorâmicos (exceto taxa de reserva);
  • uso ilimitado do transporte público local em mais de 90 cidades;
  • entrada gratuita em mais de 500 museus;
  • viagens ilimitadas para Mount Rigi, Stanserhorn e Stoos;
  • até 50% de desconto em diversas outras excursões de montanha;
  • com o Swiss Family Card gratuito, crianças de 6 a 15 anos viajam sem custo quando acompanhadas pelos pais. Crianças menores de 6 anos já viajam gratuitamente. Elas também têm acesso gratuito a diversas atrações de montanha e museus, assim como seus pais.

O bilhete permite aos viajantes conhecer a Suíça de ponta a ponta de trem, ônibus e barco – e em 3, 4, 6, 8 ou 15 dias consecutivos. Você pode escolher entre o Bilhete padrão (dias consecultivos) ou flex (dias selecionáveis dentro de um mês).

Swiss Travel Pass - Valores
Valores em Franco suiço para Bilhete padrão – referência em Jul/2026

Consulte o site caso viaje com crianças (Family Card) ou é menor de 25 anos (Youth).

🚊 Primeira ou Segunda Classe: qual escolher?

Ao comprar o Swiss Travel Pass, você precisa escolher entre a Primeira e a Segunda Classe. Os dois tipos de vagão circulam no mesmo trem, mas é importante respeitar a classe adquirida. Caso entre em um vagão de Primeira Classe com um passe de Segunda Classe, você poderá ser multado durante a fiscalização.

A principal diferença entre as duas categorias é o conforto. Os vagões de Primeira Classe costumam ser mais silenciosos, espaçosos e menos movimentados. As poltronas são maiores, há mais espaço entre os assentos, mesas, tomadas e, em alguns modelos de trem, sofás para pequenos grupos, cabideiros e até carregadores por indução.

Viajei na Primeira Classe e achei o conforto excelente, principalmente nos deslocamentos mais longos. Ainda assim, a Segunda Classe também oferece um ótimo padrão e pode ser a melhor escolha para quem deseja economizar.

🛎️ Onde fiquei hospedado na Suíça

Escolhi ficar hospedado em Berna durante toda a viagem.

Muita gente prefere dormir em Interlaken, mas Berna acabou sendo uma excelente base. A cidade possui conexões ferroviárias rápidas para praticamente todas as regiões que visitei e, durante o período da minha viagem, encontrei diárias significativamente mais baratas do que em Interlaken.

Minha hospedagem foi no Prize by Radisson Bern City. O hotel fica a cerca de oito minutos de ônibus da estação central de Berna (Bahnhof Bern), utilizando a linha 10, o que facilitava bastante sair cedo e voltar no fim do dia.

Na hora de escolher a hospedagem, levei em consideração principalmente dois fatores: o valor da diária e a proximidade da estação ferroviária. Paguei, em média, R$ 750 por noite para o casal, sem café da manhã.

No seu roteiro, vale a pena comparar se faz mais sentido escolher uma cidade-base ou trocar de hospedagem ao longo da viagem. Se o seu foco for exclusivamente conhecer os Alpes suíços, por exemplo, Interlaken pode ser uma alternativa interessante.

⚠️ Locomoção entre as cidades

Ao longo deste roteiro você vai perceber que fiz diversas baldeações e visitei várias cidades no mesmo dia. Para facilitar esse tipo de deslocamento, recomendo instalar dois aplicativos antes da viagem: o Google Maps, que funciona muito bem para transporte público na Suíça, e o SBB Mobile, aplicativo oficial das ferrovias suíças, ideal para consultar horários, plataformas e planejar rotas.

Uma das coisas que mais me impressionou foi a integração do transporte público suíço. As conexões costumam ser muito bem sincronizadas e, na maioria das vezes, o tempo de espera entre um trem, ônibus ou barco e outro é bastante curto.

Por outro lado, justamente por essa eficiência, algumas baldeações exigem um pouco de agilidade. Em determinados trajetos, você terá apenas cinco ou dez minutos para trocar de plataforma, então vale a pena acompanhar o aplicativo durante toda a viagem.

Primeiro dia: de Genebra a Lucerna, Stanserhorn, Stoos e Berna

Resumo do primeiro dia:
1. Cidade de Stans: Visita a Stanserhorn através do CabriO
2. Cidade de Stoos: Stoosbahn, o funicular mais íngrime do mundo
3. Cidade de Lucerna: minha favorita na Suiça

Como contei na introdução, minha viagem começou em Genebra. Mas, como os primeiros dias foram dedicados a compromissos de trabalho, vou começar este roteiro a partir da minha saída da cidade.

Logo pela manhã embarquei em um trem rumo a Lucerna. A viagem dura cerca de três horas e, dependendo do horário escolhido, pode haver uma baldeação ao longo do percurso.

Como eu estava utilizando o Swiss Travel Pass, não precisei comprar nenhuma passagem adicional.

Lockers na estação de Lucerna

Como meu hotel ficava em Berna e eu só faria o check-in no fim do dia, não fazia sentido carregar as malas durante todos os passeios. A solução foi utilizar os lockers da estação central de Lucerna, o que me permitiu aproveitar melhor o dia sem precisar seguir até Berna apenas para deixar a bagagem.

Lockers na estação de Lucerna

Os armários ficam dentro da estação e existem opções de diferentes tamanhos, tanto para mochilas quanto para malas grandes. O pagamento é feito nos próprios terminais de autoatendimento. O valor começa em cerca de CHF 8 para até seis horas de uso. Como deixei minhas malas por mais tempo, paguei CHF 12.

Quando cheguei, porém, todos os lockers estavam ocupados. Acabei encontrando uma alternativa no aplicativo Bounce, que permite guardar malas em hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos parceiros espalhados pela cidade.

Durante a viagem também percebi que diversas outras estações ferroviárias da Suíça oferecem esse mesmo serviço, o que facilita bastante para quem pretende fazer passeios entre um deslocamento e outro.

1️⃣ De Lucerna para Stans

Depois de guardar as malas e fazer um lanche rápido, embarquei em um trem regional para Stans, para subir o teleférico do Stanserhorn.

A viagem entre as cidades dura aproximadamente 15 minutos e também está incluída no Swiss Travel Pass.

A estação fica a poucos minutos de caminhada da base do teleférico do Stanserhorn, tornando o deslocamento muito simples.

Aproveitei para conhecer rapidamente o centrinho de Stans depois da visita à montanha. É uma vila pequena, muito bem cuidada e com aquele clima típico das cidades do interior da Suíça. Reserve cerca de 30 minutos para caminhar pelas ruas antes de seguir viagem.

Stanserhorn e o famoso teleférico CabriO

Se existe um passeio que me surpreendeu logo no primeiro dia, foi o Stanserhorn.

A experiência começa de uma forma diferente da maioria das montanhas suíças. Primeiro embarcamos em um funicular histórico inaugurado em 1893, que sobe até a estação intermediária de Kälti.

Funicular em Stanserhorn, Stans de 1893
Funicular em Stanserhorn, Stans de 1893

A partir dali acontece a troca para o CabriO, considerado o primeiro teleférico de dois andares com cobertura totalmente aberta do mundo. Enquanto o piso inferior é fechado, o andar superior permite fazer toda a viagem ao ar livre.

A subida dura poucos minutos, mas é uma das partes mais marcantes do passeio. Conforme o teleférico ganha altitude, surgem lagos, pequenas cidades e uma sequência de montanhas formando uma das paisagens mais bonitas da região.

No topo, a cerca de 1.900 metros de altitude, há mirantes panorâmicos, pequenas trilhas e um restaurante com vista para os Alpes.

Não espere encontrar uma montanha voltada para esportes de aventura. O grande atrativo do Stanserhorn é justamente apreciar a paisagem e caminhar sem pressa.

Quanto custa visitar o Stanserhorn / CabriO?

O ingresso avulso custa aproximadamente CHF 82 para adultos, incluindo ida e volta.

Quem possui o Swiss Travel Pass faz todo o passeio gratuitamente, sendo um dos poucos teleféricos panorâmicos totalmente incluídos no passe.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria da estação de Stans ou antecipadamente pelo site oficial do Stanserhorn.

2️⃣ De Stans para Stoos

Stoos
Funicular de Stoos

Confesso que aproveitei ao máximo o fato de estar com o Swiss Travel Pass. Como praticamente todo o transporte já estava incluído, resolvi encaixar mais um passeio no mesmo dia.

Depois de descer do Stanserhorn, voltei de trem para Lucerna e segui em direção a Stoos para conhecer um dos meios de transporte mais curiosos da Suíça: o Stoosbahn, considerado o funicular mais íngreme do mundo.

Apesar de muita gente associar Stoos apenas ao funicular, a vila é um destino por si só. Localizada em um platô cercado pelos Alpes, ela é totalmente livre da circulação de carros.

Saindo de Lucerna, o trajeto leva cerca de uma hora e normalmente é feito em três etapas:

  • Trem de Lucerna até Schwyz.
  • Ônibus até a estação Schwyz Stoosbahn.
  • Funicular até a vila de Stoos.

Todo o percurso de trem, ônibus e o próprio funicular estão incluídos no Swiss Travel Pass.

Sem o passe, o bilhete de ida e volta do funicular custa cerca de CHF 23,20 para adultos. Os ingressos podem ser comprados na bilheteria ou pelo site oficial da Stoosbahnen.

O funicular mais íngreme do mundo

Antes mesmo do embarque, o Stoosbahn chama atenção pelo formato dos vagões.

Funicular Stoos

Em vez de um piso tradicional, cada cabine possui compartimentos cilíndricos que se ajustam automaticamente durante toda a subida. Assim, mesmo nos trechos mais inclinados, os passageiros permanecem praticamente na posição horizontal.

Em seu ponto máximo, o Stoosbahn atinge uma inclinação de 110% (aproximadamente 47,7°), o que lhe garantiu o título de funicular mais íngreme do mundo quando foi inaugurado, em 2017.

A viagem dura apenas quatro minutos.

Grande parte do trajeto acontece dentro de um túnel, mas nos trechos ao ar livre já é possível perceber a mudança da paisagem conforme a altitude aumenta.

Cabine panoramica em Stoos

Vale a pena subir até Fronalpstock?

Muita gente visita Stoos apenas para conhecer o famoso funicular. Mas existe uma atração ainda mais conhecida na região: o mirante de Fronalpstock.

Para chegar até ele é necessário utilizar um teleférico do tipo chairlift que parte da própria vila de Stoos.

Lá de cima é possível observar diversos lagos da Suíça Central e uma vista panorâmica para os Alpes.

Como meu roteiro era bastante apertado, optei por não subir até o topo e seguir viagem. Se você tiver mais tempo disponível, acredito que essa seja a principal atração da região e vale muito mais a pena do que visitar apenas o funicular.

Esse teleférico não está incluído no Swiss Travel Pass. Durante o verão, o bilhete de ida e volta custa cerca de CHF 37, enquanto os portadores do passe costumam receber descontos.

Minha opinião sobre Stoos

Confesso que incluí Stoos no roteiro principalmente por causa da curiosidade de conhecer o funicular mais íngreme do mundo e daqueles vagões amarelos tão famosos nas fotos.

Como eu não fiz esse segundo trecho, basicamente subi e desci no funicular, caminhei um pouco pela vila e fui embora. Se voltasse à Suíça, provavelmente utilizaria esse tempo para conhecer outro destino ou ficar mais tempo em outros lugares.

3️⃣ Lucerna: uma das cidades que mais me surpreendeu

No fim da tarde voltei para Lucerna para explorar o centro histórico antes de seguir para Berna.

Mesmo com apenas algumas horas disponíveis, a cidade conseguiu me conquistar.

Lucerna reúne tudo aquilo que muita gente imagina ao pensar na Suíça: um centro histórico preservado, pontes de madeira, montanhas ao fundo, o rio Reuss atravessando a cidade e um clima bastante animado.

Foi uma excelente primeira impressão do país e rapidamente entrou para a lista das minhas cidades favoritas da viagem.

Também dei muita sorte com a data da visita. Quando cheguei, o centro estava completamente tomado por um festival que acontece apenas uma vez por ano, no fim de junho. As ruas estavam cheias de música e apresentações, lembrando bastante o clima de um carnaval de rua brasileiro. Foi uma surpresa totalmente inesperada e que deixou minha experiência em Lucerna ainda mais especial.

Ponte da Capela (Kapellbrücke)

Ponte da Capela (Kapellbrücke)
Ponte da Capela (Kapellbrücke)

O principal cartão-postal de Lucerna é a Kapellbrücke, conhecida em português como Ponte da Capela.

Construída no século XIV, ela é considerada uma das pontes de madeira cobertas mais antigas da Europa. Seu interior é decorado com painéis triangulares que retratam momentos importantes da história suíça.

Ao lado da ponte fica a Wasserturm, ou Torre d’Água, que ao longo dos séculos já funcionou como prisão, torre de vigilância e arquivo da cidade.

Mesmo sendo um dos pontos mais movimentados de Lucerna, atravessar a ponte leva apenas alguns minutos.

Spreuerbrücke

Spreuerbrücke
Spreuerbrücke

Poucos turistas seguem caminhando até a Spreuerbrücke.

Essa segunda ponte de madeira costuma ser bem mais tranquila e chama atenção pelos painéis que retratam a chamada Dança da Morte, uma série de pinturas produzidas no século XVII.

Se você tiver tempo, vale a pena incluí-la no passeio.

Fritschibrunnen

Fritschibrunnen

Outro ponto interessante do centro histórico é a Fritschibrunnen.

A fonte homenageia uma das figuras mais tradicionais do Carnaval de Lucerna, considerado um dos maiores e mais importantes de toda a Suíça.

Mesmo sendo uma parada rápida, ela ajuda a entender um pouco mais da cultura e das tradições da cidade antes de seguir viagem para Berna, onde encerrei o primeiro dia do roteiro.

Mas o que curti além de tudo, foi caminhar pelas ruas de Lucerna. No início da noite, peguei um trem para Berna, para enfim fazer meu check-in.

Segundo dia: Lauterbrunnen, Mürren e Interlaken

O segundo dia começou cedo. Resumo do segundo dia:

  1. Passeio em Lauterbrunnen
  2. Subida até Murren
  3. Visita ao Harder Kulm em Interlaken

Depois do café da manhã em Berna, embarquei rumo a uma das regiões mais famosas dos Alpes suíços: o vale de Lauterbrunnen.

O trajeto até lá já faz parte da experiência. Saindo de Berna, peguei um trem até Interlaken e, de lá, outro trem regional para Lauterbrunnen. A viagem dura cerca de 1h20 e todo o percurso está incluído no Swiss Travel Pass.

Lauterbrunnen
Lauterbrunnen

1️⃣ Lauterbrunnen: o vale das cachoeiras

Assim que saí da estação, uma das primeiras coisas que chamou minha atenção foi a paisagem.

Lauterbrunnen está localizada em um vale estreito cercado por enormes paredões rochosos, de onde despencam dezenas de cachoeiras. É um daqueles lugares em que basta caminhar alguns minutos para entender por que ele aparece em praticamente todos os roteiros pela Suíça.

Staubbachfall

Lauterbrunnen

A primeira parada foi a Staubbachfall, a cachoeira mais famosa de Lauterbrunnen.

Com cerca de 300 metros de queda, ela está entre as maiores cachoeiras de queda livre da Europa.

O acesso é gratuito e fica a poucos minutos de caminhada da estação de trem.

Existe ainda uma pequena trilha que leva até um mirante localizado atrás da queda d’água. Dependendo da época do ano e do volume de água, esse acesso pode permanecer fechado por questões de segurança.

Mesmo sem subir até o mirante, a vista da cachoeira dominando toda a paisagem já faz a visita valer a pena.

Confesso que não subi até lá. Após muitos dias na Suiça e com roteiros bem agressivos, estava economizando esforço e a vista debaixo já havia me encantado.

Caminhando pelo centro de Lauterbrunnen

Lauterbrunnen é uma vila pequena e muito agradável de explorar a pé.

Em poucos minutos é possível percorrer praticamente todas as ruas principais, passando por chalés tradicionais, hotéis, cafés, restaurantes e pequenas lojas, sempre com as montanhas ao fundo.

Apesar de ser um dos destinos mais famosos da Suíça, a vila consegue manter um clima bastante tranquilo, principalmente durante a manhã, antes da chegada da maior parte dos turistas.

Trümmelbach Falls

Essa é uma das atrações mais impressionantes da região. Porém, não fui lá fazer ela, mas achei importante trazer aqui para você decidir.

Enquanto a Staubbachfall pode ser admirada do lado de fora, as Trümmelbach Falls ficam escondidas dentro da própria montanha.

Na verdade, trata-se de um conjunto de dez cachoeiras alimentadas pelo degelo das montanhas Eiger, Mönch e Jungfrau.

A visita começa com um elevador inclinado escavado na rocha. A partir dali, passarelas e túneis permitem acompanhar a força da água muito de perto.

Quanto custa visitar as Trümmelbach Falls?

O ingresso custa aproximadamente CHF 17 para adultos.

O Swiss Travel Pass não inclui essa atração, então é necessário comprar o ingresso separadamente na bilheteria ou pelo site oficial. Reserve pelo menos uma hora para fazer todo o percurso com calma.

Como chegar às Trümmelbach Falls

Saindo da estação de Lauterbrunnen, existem duas opções.

A primeira é caminhar cerca de 40 minutos pelo vale. A segunda, e muito mais prática, é utilizar o ônibus da linha 141, que parte próximo à igreja da vila.

Os ônibus fazem parte da rede de transporte público suíça e estão incluídos no Swiss Travel Pass.

2️⃣ Rumo a Mürren

Muita gente imagina que o teleférico parte de Lauterbrunnen, mas esse trajeto específico começa em Stechelberg. A estação é pequena, muito bem sinalizada e basta seguir as placas até o embarque. Do centro de Lauterbrunnen, peguei o ônibus 141 até Stechelberg. É bem rapidinho.

O teleférico para Mürren

O trecho entre Stechelberg e Mürren dura apenas alguns minutos, mas já é uma atração por si só.

Conforme a cabine sobe, o vale vai ficando cada vez mais distante, enquanto cachoeiras e paredões rochosos aparecem por todos os lados.

Em alguns trechos, a inclinação impressiona e dá a sensação de que o teleférico está escalando a montanha.

Esse teleférico está totalmente incluído no Swiss Travel Pass.

Mürren: uma vila sem carros

Assim que desembarquei em Mürren, a primeira coisa que chamou minha atenção foi o silêncio.

Diferentemente da maioria das cidades, aqui não circulam carros particulares. Todo o deslocamento acontece a pé, o que deixa o ambiente muito mais tranquilo.

As ruas são cercadas por chalés suíços, hotéis, cafés e pequenos restaurantes, sempre com vista para alguns dos picos mais famosos dos Alpes.

Mais do que uma lista de atrações, Mürren é um lugar para caminhar sem pressa e simplesmente apreciar a paisagem.

A vista para Eiger, Mönch e Jungfrau

Um dos grandes destaques de Mürren é a vista para o famoso trio de montanhas formado por Eiger, Mönch e Jungfrau.

Em dias de céu aberto, os três picos aparecem praticamente alinhados, formando um dos cenários mais conhecidos da Suíça.

Vale reservar um tempo apenas para caminhar pela rua principal da vila observando a paisagem. Em praticamente qualquer ponto você encontra um novo ângulo das montanhas.

Aqui fiz um super lanche na Coop, que tem salgados, saladas, prontos feitos com preços médios de 10 CHF. Mas na vila você encontra cafés, restaurantes e lojas.

Vale a pena subir ao Schilthorn?

Muitos visitantes aproveitam a passagem por Mürren para subir até o Schilthorn, montanha que abriga o restaurante panorâmico giratório Piz Gloria e ficou conhecida por servir de cenário para um filme da franquia James Bond.

Como meu roteiro tinha apenas três dias, preferi não incluir esse passeio.

A subida exige algumas horas e faz mais sentido para quem pretende dedicar um dia inteiro à região. Quem possui o Swiss Travel Pass recebe desconto no teleférico, mas o trajeto não está totalmente incluído no passe.

Descendo por um caminho diferente

Em vez de retornar pelo mesmo teleférico da subida, você pode fazer um percurso diferente.

Saindo de Mürren, embarque no trem de montanha até Grütschalp.

O trajeto é curto, mas extremamente bonito. A ferrovia acompanha a encosta da montanha e oferece vistas constantes para todo o vale de Lauterbrunnen.

Em Grütschalp acontece a integração com o teleférico que desce até Lauterbrunnen.

Todo esse percurso também está incluído no Swiss Travel Pass e permite conhecer dois meios de transporte diferentes sem repetir o mesmo caminho.

No dia que fui, infelizmente esta opção de retorno à Lauterbrunnen estava em manutenção, refiz a mesma forma da minha ida.

3️⃣ De Lauterbrunnen para Interlaken

Depois de retornar a Lauterbrunnen, embarquei novamente no trem regional rumo a Interlaken.

A viagem dura cerca de 20 minutos e acompanha boa parte do vale antes de chegar à cidade.

É um deslocamento curto, mas recomendo sentar ao lado da janela. Pelo caminho aparecem rios de água azul-esverdeada, pequenas propriedades rurais e montanhas formando um cenário típico dos Alpes suíços.

Interlaken: entre dois lagos

Interlaken significa literalmente “entre lagos”, já que a cidade está localizada entre os lagos Thun e Brienz.

Além de ser um dos destinos turísticos mais famosos da Suíça, ela também funciona como um importante centro de transporte para quem pretende visitar Lauterbrunnen, Grindelwald, Jungfraujoch e outras atrações da região.

O que fazer em Interlaken

Mesmo com poucas horas disponíveis, caminhei pelo centro da cidade.

O parque Höhematte é o principal cartão-postal de Interlaken. Trata-se de uma enorme área verde cercada por hotéis históricos, onde é possível observar parapentes pousando durante praticamente todo o dia.

Outro passeio bastante procurado é navegar pelos lagos Thun e Brienz.

Os barcos fazem parte da rede de transporte suíça e muitas rotas estão incluídas no Swiss Travel Pass.

Se você tiver mais tempo disponível, esse passeio pode complementar muito bem o roteiro.

Harder Kulm: o principal mirante de Interlaken

Antes de voltar para Berna, subi ao Harder Kulm, considerado o principal mirante de Interlaken.

O acesso é feito por um funicular que parte próximo à estação de trem e a subida leva cerca de dez minutos.

No topo, a plataforma panorâmica oferece uma vista incrível para Interlaken, os lagos Thun e Brienz e toda a cadeia de montanhas ao redor.

Sem dúvida, uma das vistas mais bonitas de toda a viagem.

Quanto custa o Harder Kulm?

O ingresso de ida e volta custa aproximadamente CHF 38.

Quem possui o Swiss Travel Pass recebe 50% de desconto e paga cerca de CHF 19.

Os ingressos podem ser comprados na estação do funicular ou antecipadamente pelo site oficial da Jungfrau Railways.

Terceiro dia: Grindelwald, First, Blausee e Berna

Resumo do terceiro dia:

  1. Grindelwald First
  2. Lago Blaussee, considerado o mais bonito da Suiça
  3. Uma volta por Berna, Capital da Suiça.

Depois de dois dias explorando cidades históricas, vilas alpinas e cachoeiras, o terceiro dia foi dedicado a uma das regiões mais famosas da Suíça: Grindelwald.

Assim como nos dias anteriores, saí cedo de Berna utilizando o Swiss Travel Pass.

O trajeto começa com um trem até Interlaken e, em seguida, outro trem regional até Grindelwald. A viagem leva cerca de 1h40, dependendo das conexões, e já vale o passeio por si só. Conforme o trem ganha altitude, surgem chalés espalhados pelas montanhas, campos verdes e os primeiros picos nevados dominando a paisagem.

1️⃣ Grindelwald: uma das vilas mais famosas dos Alpes

Grindelwald é um dos principais destinos turísticos da região de Jungfrau.

Apesar da excelente estrutura para receber visitantes, a vila mantém o charme de uma cidade de montanha. Hotéis, restaurantes, cafés e lojas ocupam a rua principal, enquanto os Alpes Berneses aparecem praticamente em qualquer direção.

Como chegar a First

A estação do teleférico Firstbahn fica a aproximadamente dez minutos de caminhada da estação ferroviária de Grindelwald.

O embarque acontece em cabines fechadas que fazem algumas paradas intermediárias antes de chegar ao topo da montanha, a cerca de 2.168 metros de altitude.

A subida leva aproximadamente 25 minutos e, conforme o teleférico ganha altura, a vista para o vale fica cada vez mais bonita.

Quanto custa subir para First?

O bilhete de ida e volta custa cerca de CHF 76 para adultos.

Quem possui o Swiss Travel Pass recebe 50% de desconto e paga aproximadamente CHF 38.

Os ingressos podem ser comprados na estação do teleférico ou antecipadamente pelo site oficial da Jungfrau Railways.

Durante o verão, principalmente nas férias europeias, vale a pena comprar antecipadamente.

First Cliff Walk

Logo ao desembarcar em First, a primeira parada costuma ser a First Cliff Walk by Tissot.

Trata-se de uma passarela metálica suspensa na encosta da montanha que termina em uma plataforma panorâmica projetada para fora da rocha.

Apesar da altura impressionar, a estrutura transmite bastante segurança e proporciona uma das vistas mais bonitas de toda a região.

Vale a pena caminhar até o Lago Bachalpsee?

Uma das trilhas mais famosas da região leva até o Lago Bachalpsee.

O percurso possui aproximadamente três quilômetros em cada sentido e pode ser feito pela maioria das pessoas sem grande preparo físico.

A caminhada leva cerca de uma hora por trecho.

Ao chegar ao lago, em dias de pouco vento, é possível observar o reflexo das montanhas na água, formando uma das imagens mais conhecidas da Suíça.

Como meu roteiro era bastante corrido e eu queria aproveitar algumas atrações de aventura, preferi não fazer a trilha.

Se você tiver mais tempo disponível, essa provavelmente é a caminhada mais bonita da região.

As atrações de aventura em First

Além das paisagens, First também reúne algumas das atividades de aventura mais famosas da Suíça.

First Flyer

Uma tirolesa em que quatro pessoas descem simultaneamente por cabos de aço durante aproximadamente 800 metros, alcançando velocidades próximas de 80 km/h.

First Glider

Uma atração que simula o voo de uma ave. Antes da descida, os participantes são puxados montanha acima e depois deslizam sobre o vale.

Mountain Cart

Um carrinho de três rodas que desce por uma estrada exclusiva entre as montanhas, proporcionando uma mistura de kart e trenó. Fiz esta atividade e foi um dos meus passeios favoritos em toda Suiça.

Trottibike

Uma espécie de patinete gigante com pneus de bicicleta, ideal para quem prefere uma descida mais tranquila apreciando a paisagem.

É possível fazer tudo no mesmo dia?

Sim. Mas, durante o verão, principalmente entre junho e agosto, as filas costumam aumentar bastante ao longo da tarde.

Quem pretende fazer várias atrações pode economizar comprando os ingressos combinados oferecidos pela Jungfrau Railways.

Vale lembrar que nenhuma dessas atividades está incluída no Swiss Travel Pass, embora algumas ofereçam desconto para quem possui o passe.

2️⃣ Blausee: um dos lagos mais azuis da Suíça

Depois de deixar Grindelwald, segui para um lugar que normalmente fica de fora dos roteiros tradicionais: o Blausee, ou Lago Azul.

Lago Blaussee
Lago Blausee

A água impressiona pela transparência e pelos diferentes tons de azul e verde, que mudam conforme a incidência da luz.

Ao redor do lago existe uma trilha praticamente plana, que pode ser percorrida em cerca de 20 a 30 minutos.

É um passeio curto, tranquilo e perfeito para quem gosta de fotografia. Porém, é longe da rota e talvez eu teria retirado do meu roteiro e ficado mais tempo em Grindelwald. De qualquer forma, eu explico:

Como chegar ao Blausee

Saindo de Interlaken, peguei um trem até Frutigen e depois um ônibus em direção ao parque do Blausee.

Todo o trajeto de trem e ônibus está incluído no Swiss Travel Pass. Da parada de ônibus até a entrada do parque são apenas alguns minutos de caminhada.

Quanto custa visitar o Blausee?

A entrada custa aproximadamente CHF 11 durante o verão.

O ingresso dá acesso ao parque, às trilhas e ao lago. Também existe um pequeno passeio de barco com fundo de vidro, pago à parte, que permite observar a transparência da água ainda mais de perto.

3️⃣ Retorno para Berna

Depois da visita ao Blausee, voltei para Berna para buscar as malas no hotel. Ainda sobrou tempo para caminhar um pouco pela capital Berna.

Como meu voo partiria muito cedo na manhã seguinte, aproveitei as últimas horas da viagem para conhecer um pouco da capital suíça antes de seguir para o aeroporto.

Primeiras impressões de Berna

Berna transmite uma sensação bem diferente de Lucerna.

Enquanto Lucerna vive muito do turismo, Berna parece uma cidade onde a rotina acontece normalmente.

Capital da Suíça desde 1848, ela possui um centro histórico compacto, cercado pelo rio Aar, que faz parte da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.

A melhor forma de conhecê-la é caminhando.

Parlamento Suíço

Minha primeira parada foi o Parlamento Federal.

A fachada principal já impressiona, mas recomendo caminhar até os fundos do prédio.

É dali que se tem uma das vistas mais bonitas do rio Aar contornando todo o centro histórico.

No fim da tarde, a praça costuma ficar cheia de moradores aproveitando o espaço, o que deixa o ambiente ainda mais agradável.

Torre do Relógio (Zytglogge)

Poucos minutos depois aparece um dos principais cartões-postais de Berna.

A Zytglogge foi construída no século XIII e durante muitos anos serviu como torre de defesa da cidade.

Seu grande destaque é o relógio astronômico.

A cada hora cheia acontece uma pequena apresentação mecânica com figuras históricas antes das badaladas do sino. Não vale a pena aguardar por ela, é bem simples, apesar de ter muitos turistas lá fotografando.

Casa de Albert Einstein

Continuando a caminhada, passei pela casa onde Albert Einstein viveu entre 1903 e 1905.

Foi durante esse período que ele desenvolveu parte dos trabalhos que revolucionaram a Física, incluindo os artigos publicados em seu famoso “ano miraculoso”.

Hoje o apartamento funciona como um pequeno museu. Mesmo para quem não pretende entrar, vale a pena conhecer o local pela importância histórica.

BärenPark

Outro símbolo de Berna é o BärenPark.

O urso faz parte da identidade da cidade há séculos e, inclusive, deu origem ao seu nome.

Durante minha visita, o parque abrigava três ursos: Finn, Björk e Ursina.

Além da possibilidade de observá-los, o parque oferece uma bela vista para o centro histórico e para o rio Aar.

Onde comer na Suíça

Uma das maiores dúvidas de quem planeja uma viagem para a Suíça é o custo da alimentação. E, realmente, comer no país não é barato.

Para você ter uma ideia, um combo simples do McDonald’s pode custar algo próximo de R$ 70 na conversão para o real. Multiplicando isso por três refeições ao longo do dia, o impacto no orçamento pode ser bem grande.

Foi por isso que, durante praticamente toda a viagem, utilizei uma estratégia que ajudou bastante a economizar: fazer compras nos supermercados.

As duas principais redes que encontrei durante o roteiro foram a Coop e a Migros, presentes na maioria das cidades que visitei. A Coop acabou sendo minha favorita. Lá encontrei saladas prontas com proteínas, pizzas, sanduíches, frutas, bebidas e diversas refeições rápidas, perfeitas para quem está passando o dia inteiro entre trens, teleféricos e trilhas.

Os preços são bem mais amigáveis do que nos restaurantes. Para ter uma ideia, encontrei croissants por cerca de CHF 0,60, Coca-Cola de 600 ml por CHF 1,55 e Red Bull pelo mesmo valor.

Mas, se durante a viagem você encontrar uma unidade do Lidl, aproveite. Entre os supermercados que conheci, ele foi o mais barato.

Outra estratégia que utilizei várias vezes foi comprar o almoço ou um lanche para comer durante os deslocamentos de trem. Como eu estava viajando na Primeira Classe, havia bastante espaço, mesas e um ambiente muito confortável para fazer isso. Além de economizar dinheiro, também ganhei tempo e consegui aproveitar melhor o roteiro.

🏥 Seguro viagem para a Suíça

Uma dica que nunca deixo de dar é: viaje para a Suíça com um bom seguro viagem.

Além de ser um requisito para entrar em diversos países da Europa que fazem parte do Espaço Schengen, os custos com atendimento médico na Suíça estão entre os mais altos do mundo. Uma simples consulta ou atendimento de emergência pode gerar uma despesa de centenas ou até milhares de francos suíços.

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Durante essa viagem não precisei utilizar o seguro, mas viajei muito mais tranquilo sabendo que estava protegido caso acontecesse algum imprevisto, como problemas de saúde, acidentes, extravio de bagagem ou atrasos de voo.

Na minha opinião, é um daqueles gastos que você torce para não precisar usar, mas que fazem toda a diferença quando algo foge do planejado. Afinal, ninguém quer transformar um problema de saúde em uma conta de milhares de reais durante as férias.

📱Internet na Suíça: vale a pena usar um eSIM?

Hoje eu praticamente não viajo mais sem internet no celular. Durante esse roteiro pela Suíça, usei o GPS para encontrar estações de trem, acompanhar horários das baldeações pelo aplicativo SBB Mobile, consultar plataformas, pesquisar restaurantes e compartilhar tudo em tempo real.

Por isso, optei por utilizar um eSIM da Holafly. A instalação é feita antes mesmo da viagem e, quando o avião pousa, basta ativar a linha para já sair do aeroporto conectado, sem precisar procurar chip físico ou depender do Wi-Fi.

Se você também pretende viajar para a Suíça ou qualquer outro destino da Europa, pode comprar seu eSIM da Holafly com desconto utilizando o meu cupom PARTIUROTA.

Além de economizar, você já desembarca com internet funcionando, o que faz toda a diferença em um país onde praticamente toda a logística da viagem depende do celular.

💳 Como levar dinheiro para a Suíça

Na minha opinião, a forma mais prática e econômica de levar dinheiro para a Suíça é utilizando uma conta global.

Além de evitar carregar grandes quantias em espécie, você consegue pagar praticamente tudo com cartão, desde passagens e supermercados até restaurantes e atrações turísticas.

Durante a viagem utilizei a conta global da Nomad, que permite converter reais para dólar com antecedência e fazer pagamentos diretamente no cartão, além de realizar saques em caixas eletrônicos quando necessário.

Se você ainda não tem uma conta, pode abrir gratuitamente utilizando o meu cupom PARTIUROTA40. Além de garantir condições especiais na abertura da conta, é uma forma prática de viajar com mais segurança e economia.

Vale a pena fazer esse roteiro?

Na minha opinião, sim.

Se a ideia é conhecer diferentes cenários da Suíça em poucos dias, achei esse roteiro bastante equilibrado.

Em apenas três dias consegui visitar cidades históricas, vilas alpinas, subir montanhas, conhecer alguns dos teleféricos e funiculares mais famosos do país, caminhar por vales cercados de cachoeiras, explorar lagos de diferentes tonalidades e experimentar um pouco da eficiência do transporte público suíço.

Mas também preciso fazer um alerta: esse não foi um roteiro tranquilo.

Pelo contrário, foi uma viagem bastante intensa. Todos os dias começaram cedo e terminaram tarde, com muitos deslocamentos entre cidades e diversas baldeações. A pontualidade do transporte suíço foi essencial para que tudo desse certo. Em alguns trechos, perder um trem significaria esperar quase uma hora pelo próximo, então planejar cada conexão fez toda a diferença.

Depois de fazer esse roteiro, também percebi que faria algumas mudanças caso voltasse ao país.

Provavelmente deixaria de visitar alguns lugares que comentei ao longo do artigo, como Stoos e Blausee, para aproveitar mais tempo em regiões como Grindelwald, Lauterbrunnen ou até mesmo para relaxar às margens dos lagos. Durante essa viagem, acabei priorizando conhecer o maior número possível de lugares em apenas três dias.

Mesmo assim, não me arrependo da experiência.

Esse roteiro me deu uma visão muito ampla do país e foi perfeito para entender como funciona o sistema ferroviário suíço, conhecer diferentes regiões e descobrir quais lugares eu gostaria de explorar com mais calma em uma próxima viagem.

Ainda ficaram vários destinos importantes na lista, como Zermatt, Glacier Express e Jungfraujoch. Motivos não faltam para voltar.

Aliás, essa já é uma certeza.

Depois de conhecer a Suíça no verão, agora quero voltar durante o inverno para viver uma experiência completamente diferente.

A Suíça entrou para a minha lista de viagens favoritas e, sem dúvida, está entre os três lugares mais bonitos que já visitei na vida.


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Daniel Mohamed é creator do @PartiuRota

Influenciador de viagens com foco no Rio de Janeiro. Conheça mais:
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