A Floresta da Tijuca é um daqueles lugares que mostram como o Rio de Janeiro vai muito além das praias. Dentro do Parque Nacional da Tijuca, você encontra cachoeiras, trilhas em meio à Mata Atlântica, construções históricas e recantos que parecem distantes da cidade, mesmo estando dentro dela.
Neste roteiro pela Floresta da Tijuca, o ponto de partida é a Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista, onde fica a entrada do setor Floresta do parque. A partir dali, você pode explorar atrações como a Cascatinha Taunay, a Capela Mayrink, a trilha do Mirante da Cascatinha, a Cachoeira das Almas e a Cascata Baronesa.
A proposta é mostrar como visitar cada lugar, com duas possibilidades: fazer o percurso a pé, para quem chega de ônibus, ou utilizar o carro para reduzir os deslocamentos entre as atrações.
Como chegar à Floresta da Tijuca
A entrada do setor Floresta do Parque Nacional da Tijuca fica na Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista. É possível chegar pela Avenida Edson Passos, vindo da Tijuca, ou pela Estrada das Furnas, para quem vem da Barra da Tijuca e do Itanhangá.
🚍 Como chegar de ônibus
Para quem vai de transporte público, as linhas indicadas pelo Parque Nacional da Tijuca são 301, 302 e 345. Elas atendem a região da Praça Afonso Viseu, onde começa o roteiro.
Antes de sair, confira o itinerário e os horários atualizados, pois a operação das linhas pode mudar.
🚘 Como chegar de carro
De carro, o trajeto é pela Estrada da Cascatinha (nome da estrada dentro do parque), que começa a partir da Praça Afonso Viseu. Se estiver na dúvida como chegar, digite no nome da Praça no seu GPS.
A via principal do parque é asfaltada, em subidas e possui alguns buracos e estreitamentos, porém, sem grandes dificuldades.
O estacionamento é gratuito e restrito. As regras atuais preveem até 300 carros no período da manhã e a possibilidade de mais 300 à tarde, dependendo da disponibilidade de vagas.
Os veículos podem entrar entre 8h e 17h. Confira as regras atualizadas antes da visita.
1. Cascatinha Taunay



A Cascatinha Taunay é uma das atrações mais conhecidas da Floresta da Tijuca e uma excelente primeira parada para quem chega ao parque.
A queda-d’água é considerada a mais alta do Parque Nacional da Tijuca. A paisagem também conta com uma ponte de pedra em formato de arco romano, construída em 1860, que compõe um dos cenários mais tradicionais da floresta.
O nome da cascata está ligado ao pintor francês Nicolas-Antoine Taunay, que viveu na região no início do século XIX e retratou a paisagem em suas obras.
Roteiro a pé
Pra chegar na Cascatinha Taunay, após descer do ônibus na Praça Afonso Viseu, entre pelo portão principal e siga pela via asfaltada. A Cascatinha Taunay fica a poucos minutos da entrada, sem necessidade de fazer uma trilha longa.
Planeje cerca de 10 a 20 minutos de caminhada, considerando o deslocamento e uma parada para apreciar a paisagem.
Roteiro de carro
Siga pela Estrada da Cascatinha até a área de estacionamento próxima à atração. Depois, basta caminhar um pequeno trecho para chegar ao ponto de contemplação.
Dica da Cascatinha: não é permitido tomar banho diretamente sob a queda principal. O parque indica o poço de banho localizado abaixo da ponte de pedra, como o ponto apropriado para essa atividade, respeitando as condições e sinalizações do local.
2. Capela Mayrink

Em meio à vegetação, a Capela Mayrink chama atenção pela fachada cor-de-rosa. Construída em 1855, a pequena igreja é um dos patrimônios históricos mais curiosos da Floresta da Tijuca.
Inicialmente dedicada a Nossa Senhora de Belém, recebeu o nome de Capela Mayrink em 1896, depois que a propriedade passou para o conselheiro Francisco de Paula Mayrink.
Outro detalhe interessante está no altar: a capela abriga réplicas de quatro pinturas de Cândido Portinari. Os originais estão sob a guarda do Museu Nacional de Belas Artes.
Roteiro a pé
Saindo da Cascatinha Taunay, continue pela estrada asfaltada, subindo em direção ao Centro de Visitantes. Você pode seguir pela via principal, a Estrada da Cascatinha, ou utilizar a Trilha dos Estudantes, um caminho sinalizado que passa por trechos de interesse histórico e natural.
A caminhada entre a região da Cascatinha e a capela exige uma subida. Reserve aproximadamente 15 a 30 minutos, dependendo do caminho escolhido e do ritmo.
A visita ao interior da capela tem horário próprio: segundo o parque, ela abre diariamente das 14h às 16h. Se quiser conhecer o interior, organize o roteiro levando esse horário em consideração.
Roteiro de carro
Continue pela Estrada da Cascatinha e procure as áreas permitidas para estacionar nas proximidades. Tem uma placa que indica estacionamento da Capela. A partir dali, siga a sinalização até a capela.
Como o estacionamento é limitado, pode ser necessário deixar o carro em outro ponto autorizado e caminhar um trecho.
3. Trilha do Mirante da Cascatinha
Para quem quer acrescentar uma caminhada em trilha ao roteiro, a trilha do Mirante da Cascatinha é uma boa opção.
O mirante oferece uma vista da própria Cascatinha Taunay e das montanhas ao redor, incluindo os morros do Conde, Andaraí Maior e Tijuca.
O percurso mais curto tem cerca de 700 metros, mas é íngreme. O parque estima aproximadamente 30 minutos de caminhada para chegar ao mirante, variando conforme o condicionamento físico.
Roteiro a pé
A trilha começa na região da Cascatinha Taunay. O acesso envolve uma subida contínua, por isso é importante usar calçado adequado e caminhar no próprio ritmo.
Também é possível subir próximo da Capela (um pouco mais acima tem uma entrada de trilha, porém sem o aviso do mirante), à esquerda.
Considere cerca de 30 minutos para a subida, além do tempo que quiser passar no mirante. Para quem está fazendo o roteiro completo a partir da Praça Afonso Viseu, essa parada acrescenta esforço e tempo ao passeio.
Roteiro de carro
O carro pode ser utilizado para chegar à região da Cascatinha Taunay, mas não elimina a caminhada: o acesso ao mirante é feito por trilha.
Quem deixou o carro na Capela também pode fazer a trilha ali perto. Suba um pouco a pé a estrada após a capela, olhando para esquerda com uma placa sinalizando a trilha.
Antes de sair, confirme as condições de acesso e respeite as orientações e a sinalização do parque. No mirante, não suba no guarda-corpo.
4. Cachoeira das Almas

A Cachoeira das Almas é uma das atrações para quem deseja caminhar mais e conhecer outro trecho da floresta.
O acesso acontece por uma trilha que acompanha o Riacho das Almas. Segundo o Parque Nacional da Tijuca, a cachoeira fica a aproximadamente três quilômetros do portão de entrada do setor Floresta, e boa parte do caminho é relativamente plana.
O nome está relacionado à história dos negros escravizados, que utilizavam a região para realizar cultos de suas religiões.
Roteiro a pé
Partindo da Praça Afonso Viseu – ou já na altura da Capela Mayrink, siga pela via principal em direção ao Centro de Visitantes. Nas proximidades, procure a sinalização da trilha que leva à Cachoeira das Almas.
Como a distância entre a capela e a cachoeira é de aproximadamente 2 quilômetros, considere cerca de 45 minutos a 50 minutos para chegar, dependendo do ritmo e das condições do caminho.
Para fazer a ida e a volta, reserve de 1h20 a 1h40 de caminhada, sem contar o tempo de permanência na cachoeira.
Roteiro de carro
De carro, eu sugiro seguir pela Estrada da Cascatinha até a ruínas do Midosi. Lá tem uma área ampla de estacionamento e uma entrada para trilha mais curta, cerca de 15 minutos.
5. Cascata Baronesa


A Cascata Baronesa é outra opção para quem quer conhecer os recantos naturais da Floresta da Tijuca.
Assim como nas demais atrações com água, vale priorizar a contemplação e seguir as orientações de acesso e segurança do parque. As condições do caminho e a possibilidade de banho devem ser verificadas antes da visita.
Roteiro a pé
Para incluir a Cascata Baronesa no percurso, você deverá retornar a estrada principal e seguir andando até surgir a entrada da cascata. É um percurso mais longo para quem vai a pé.
Se você pretende fazer todo o roteiro a pé, reserve tempo adicional para esse trecho e evite começar a caminhada perto do horário de fechamento.
Roteiro de carro
O carro ajuda a reduzir o deslocamento pelas vias asfaltadas. Estacione apenas nos locais autorizados e complete o trajeto a pé, seguindo as orientações do parque. A Baronesa fica ao lado da estrada, só ir seguindo a pista que uma hora ela chega.
Quanto tempo leva o roteiro pela Floresta da Tijuca?
O tempo depende de quantas atrações você pretende visitar, do ritmo da caminhada e das pausas para fotos, descanso e banho.
Para ajudar no planejamento, estas são estimativas de referência (tempo de referência para quem faz o roteiro a pé):
- Cascatinha Taunay: cerca de 10 a 20 minutos de caminhada a partir da entrada.
- Capela Mayrink: aproximadamente 15 a 30 minutos a partir da região da Cascatinha, pela estrada ou pela Trilha dos Estudantes.
- Mirante da Cascatinha: cerca de 30 minutos de subida pela trilha mais curta, calcular descida.
- Cachoeira das Almas: aproximadamente 45 minutos a 1 hora por trecho, dependendo do ritmo.
- Cascata Baronesa: Aproximadamente 30 minutos após Cachoeira das Almas (mas atenção neste caso precisa sair sentido Ruínas do Midosi).
- Saída: Da Cascata Baronesa até a Praça Afonso Viseu, adicione de 40 a 60 minutos.
Para quem faz o roteiro a pé desde a Praça Afonso Viseu e quer conhecer todas as atrações, a recomendação é reservar boa parte do dia. Não conte apenas o tempo de caminhada: as subidas, os desvios e as pausas fazem diferença.
De carro, o deslocamento entre os pontos é mais rápido, mas ainda será necessário caminhar para acessar algumas atrações. O ideal é chegar cedo e verificar a disponibilidade de estacionamento.

Contrate um Guia
A Floresta da Tijuca pode se tornar um labirindo para quem não conhece nada dela, principalmente no roteiro a pé. Caso não tenha experiência, contrate um guia.
A Floresta não tem sinal regular de internet e ligação, por tanto, baixe o Mapa offline antes de entrar nele.
O que levar para o roteiro na Floresta da Tijuca?
Antes de sair, separe alguns itens que fazem diferença em um passeio pela floresta:
- Tênis ou bota com boa aderência.
- Água suficiente para todo o percurso.
- Lanche leve, se pretende passar várias horas no parque.
- Repelente e protetor solar.
- Roupa de banho e toalha, caso pretenda entrar nos poços onde o banho é permitido.
- Sacola para levar seu lixo de volta.
- Celular carregado, lembrando que o sinal pode ser fraco em algumas áreas.
Evite visitar as cachoeiras durante chuva forte ou quando houver risco de cabeça-d’água. Respeite as placas, não alimente os animais silvestres e não saia dos caminhos sinalizados.
Vale a pena fazer o roteiro a pé ou de carro?
A pé, o passeio permite caminhar com mais calma, observar a vegetação e aproveitar a floresta no próprio ritmo. É uma boa escolha para quem chega de ônibus, mas exige disposição para as subidas e para os trechos de trilha.
De carro, fica mais fácil distribuir as paradas ao longo da Estrada da Cascatinha e reduzir parte do deslocamento entre os pontos. Ainda assim, algumas atrações exigem caminhada, e as vagas são limitadas.
Se você pretende conhecer apenas a Cascatinha Taunay e a Capela Mayrink, é possível fazer um passeio mais curto. Para incluir o mirante, a Cachoeira das Almas e a Cascata Baronesa, reserve mais tempo e confirme as condições de acesso.
A Floresta da Tijuca é uma oportunidade de conhecer um lado diferente do Rio de Janeiro, combinando natureza, história e trilhas sem precisar sair da cidade.








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